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A Segurança Alimentar constitui, cada vez mais, uma preocupação dos consumidores, facto que é indissociável da evolução científica e tecnológica que o sector alimentar tem sofrido nos últimos anos, assim como das crises altamente mediatizadas a que se tem vindo a assistir. Estas crises, que afectaram severamente vários países europeus, ocorridas nos últimos anos, de que são exemplo a crise da BSE e a crise das dioxinas, demonstraram a necessidade de estabelecer medidas apropriadas em situações de emergência que permitissem assegurar que todos os alimentos, qualquer que seja o seu tipo ou origem, e os alimentos para animais, sejam sujeitos a iguais medidas de segurança, caso apresentem sérios riscos para a saúde humana, para a saúde animal ou para o ambiente. Assim, com vista a reforçar a protecção da saúde humana, e o consequente grau de confiança dos consumidores, a Comunidade Europeia procedeu à harmonização das normas gerais de higiene aplicadas aos géneros alimentícios e aos alimentos para animais.

Da discussão do Livro Branco para a Segurança dos Alimentos resultou a elaboração da lei-quadro alimentar reflectida na adopção do Regulamento (CE) nº178/2002 (alterado pelo Regulamento (CE) nº202/2008 da Comissão, de 4 de Março de 2008) do Parlamento Europeu do Conselho, de 28 de Janeiro, que entrou em vigor no dia 1 de Janeiro de 2005, tratando-se do texto de base da nova legislação em matéria de segurança dos alimentos. Com a publicação, em Abril de 2004, da nova legislação comunitária em matéria de higiene dos géneros alimentícios é explicitada, em coerência com os princípios gerais da legislação alimentar, uma abordagem integrada, desde a produção primária até à distribuição, e a atribuição, a todos os operadores, da responsabilidade de garantir que a segurança dos géneros alimentícios não é comprometida.

No âmbito da revisão da legislação sobre a higiene dos géneros alimentícios ("pacote de higiene"), aplicável a partir de 1 de Janeiro de 2006, o Regulamento (CE) nº852/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de Abril de 2004, relativo à higiene dos géneros alimentícios, destaca a definição dos objectivos a atingir em matéria de segurança dos géneros alimentícios, deixando aos empresários do sector alimentar a responsabilidade de adoptar as medidas de segurança a aplicar a fim de garantir a inocuidade dos géneros alimentícios. O presente regulamento visa garantir a higiene dos géneros alimentícios em todas as etapas do processo de produção, desde a produção primária até à venda ao consumidor final, e pressupõe a adopção dos princípios da metodologia HACCP (Hazard Analysis and Critical Control Points), reconhecida internacionalmente e utilizada pelas entidades do sector alimentar. O seu principal objectivo é prevenir/ minimizar os riscos alimentares, reduzindo ou eliminando a probabilidade de ocorrência de uma eventual toxinfecção alimentar, tornando-se, assim, fundamental que todas as empresas da cadeia alimentar implementem um sistema HACCP. A implementação de um sistema HACCP não deve ser encarada como um custo adicional, mas sim como um investimento com retorno, uma vez que permite a garantia do cumprimento da legislação, reduzindo a probabilidade de ocorrências que possam pôr em causa a segurança do consumidor e, consequente, aumento da confiança na segurança dos produtos, que se traduz numa maior tranquilidade e satisfação dos clientes.

 

 

Sistemas de Gestão da Qualidade

 

Por outro lado, a Qualidade é cada vez mais, o “motor” do sucesso de qualquer organização e o grande factor de distinção e escolha de produtos e serviços, tratando-se de um factor concorrencial decisivo. A Gestão da Qualidade tem-se vindo a revelar cada vez mais como uma fonte de vantagem competitiva para as organizações que por ela optam, sendo muitos os países, entre os quais Portugal, que fomentam e estimulam a concretização de práticas de gestão da qualidade e processos de certificação das organizações.

Sabendo que, actualmente, a qualidade está cada vez mais enquadrada na cultura das empresas que visam melhorar continuamente os seus processos tendo em vista o seu sucesso sustentável, a Sete Princípios dá apoio na implementação de Sistemas de Gestão da Qualidade, de acordo com a Norma NP EN ISO 9001:2008.

Conjugando a sua experiência e know-how, a Sete Princípios proporciona aos seus clientes um vasto leque de serviços nas áreas da Qualidade, Higiene e Segurança Alimentar indispensáveis à sua modernização e crescimento.